Mercado de Trabalho

Há muitas possibilidades de emprego para nossos egressos. Alguns trabalham como professores em escolas de idiomas, outros em escolas públicas e particulares, muitos em Universidades em todo o país. Também temos ex-alunos trabalhando em editoras, em todas as áreas de produção e difusão (editoração, revisão, coordenação, relações públicas, marketing) e em organismos de relações internacionais, brasileiros e de países francófonos. Muitos atuam de forma independente, como tradutores e intérpretes, prestando serviços a editoras, empresas estrangeiras, Instituições de ensino e também a particulares.

Além de todas essas possibilidades, existem muitas que não conhecemos, porque o aluno da nossa habilitação recebe uma formação ampla, que não o prepara para um cargo específico, mas para mergulhar numa relação intensa com a língua francesa e com a cultura dos países francófonos. 

 

Reunimos a seguir alguns depoimentos de egressos de nossa habilitação, que hoje usam a formação da habilitação Letras-francês para desempenhar diversas ocupações. Se você também é um de nossos egressos e quiser nos enviar seu depoimento, estaremos felizes em divulgá-lo por aqui. Para isso, basta escrever para o email monitoriadofrances@gmail.com.

 

 

Sahsha Watanabe Dellatorre

Professora de francês - Escola de Aplicação – USP

Sou professora concursada de Francês do 9º ano do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP desde 2010 e professora de Comunicação e Expressão do Curso Técnico do Colégio Santa Cruz desde 2013. Fiz o bacharelado e a licenciatura em Francês e Português na Letras - USP (2009) e posso dizer que a faculdade teve um papel fundamental em minha formação, pois me ofereceu toda a base necessária para que eu pudesse começar a dar aulas de Francês em cursos de idiomas e na escola básica, mesmo sem nunca ter ido a um país francófono – para onde fui somente em 2013, após ter sido contemplada por uma bolsa de estudos do Consulado Geral da França. Paralelamente, fiz três anos de Iniciação Científica com bolsa Fapesp e concluí o Mestrado pelo programa de Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês. Atualmente estou no Doutorado pelo mesmo programa e investigo as relações entre as artes e o ensino-aprendizagem do francês língua estrangeira com enfoque nas noções de pedagogia do projeto, experiência e experiência estética.

 

Laura Brandini

Tradutora e Professora de língua e literatura francesa – Universidade Estadual de Londrina

Lembro-me de que o curso de graduação em Letras – Francês da USP superou muito minhas expectativas, sobretudo pela grande carga horária destinada aos estudos literários. No começo não foi nada fácil, pois nunca tinha estudado francês. Mas graças ao estímulo constante dos professores, o que era um mergulho forçado nas obras literárias francesas e francófonas, um quase afogamento, começou a se tornar uma fascinante exploração submarina em meio a navios naufragados e a florestas de algas e corais. A reflexão linguística acompanhava e encorpava as descobertas literárias e, depois de formada, não hesitei em continuar meus mergulhos, cada vez mais profundos e em lugares diferentes: fui professora de francês em escolas de idiomas, fiz mestrado, doutorado e pós-doutorado em literatura, em parte fora do Brasil, e desde 2009 traduzo obras de teoria literária e sou professora na Universidade Estadual de Londrina, onde tento mostrar aos meus alunos, munindo-os com snorkel e pés de pato, o apaixonante mundo da literatura francesa. 

 

Emily Caroline da Silva

Agente de Relações Internacionais - USP 

No ano de 2012, prestei um concurso para o cargo de Agente de Relações Internacionais - Especialidade Francês na Universidade de São Paulo, pois me interessava na época em ter um emprego estável, se possível ligado à língua francesa e à universidade. As duas vagas abertas foram disputadíssimas em três fases por mais de 130 candidatos, sendo aprovados apenas seis deles. Fui chamada após quase dois anos da aprovação. A função de agente de relações internacionais na USP corresponde ao trabalho de intermediar o contato entre as diferentes comissões das Unidades e as Instituições de Ensino Superior Estrangeiras por meio da CRInt (Comissão de Relações Internacionais). Dentre as atividades realizadas estão a realização de convênios (em português e em língua estrangeira), o recebimento e indicação de alunos intercambistas de graduação e pós, de professores visitantes e delegações oficiais, dentre outras atividades oficiais das Unidades que exigem a comunicação em língua estrangeira. Para exercer bem essa carreira, é preciso desenvolver algumas habilidades técnico-administrativas, bem como conhecer a estrutura e as rotinas da universidade, além de bem receber e orientar os visitantes estrangeiros. Dominar outras línguas estrangeiras além do francês também é muito útil. Embora meu alvo sempre tenha sido a carreira acadêmica e a docência em nível superior, esse emprego me permitiu não perder o contato com a Universidade e, sobretudo, desenvolver habilidades interpessoais e profissionais. É gratificante saber que seu trabalho contribuiu diretamente para concretizar a experiência interacional, a mudança da visão de mundo de alunos e, consequentemente, sua formação acadêmica. 

 

Amarílis Aurora Aparecida Valentim

Agente de Relações Internacionais - USP 

Doutoranda no Programa de Estudos linguísticos, literários e tradutológicos em francês (FFLCH-USP), tive meu primeiro contato com a língua francesa na adolescência no CEL da EE Monsenhor Nora, o que me motivou, ao ingressar no curso de Letras (FFLCH-USP), a decidir-me pela habilitação português- francês. Desde então, dedico-me à pesquisa, ao ensino e à promoção da língua francesa.
Durante meus estudos, tive a oportunidade de participar de diferentes programas de formação inicial e continuada, dentre eles, Stage Connaissance de la France e Stage en Langue Culture et Société Québécoises na Université Laval, promovidos pelos Governos francês e canadense.
Decorrente da formação e atuação na área, defendi a dissertação A vivência lúdico – improvisacional compartilhada: Uma experiência em nível inicial de aprendizagem do Francês Língua Estrangeira (FLE) e publiquei outros trabalhos sobre o ensino de FLE, sendo coautora de livros pelo Mackenzie, pela Unicamp – UFBA e na série Enjeux,do Programa de francês (DLM-USP).
Como docente, pude conceber e implementar um projeto de Sensibilização à língua francesa no CEU Butantã e atuar nos diferentes níveis de ensino nas instituições: USP (Francês no Campus), Escola de Aplicação – FEUSP, Aliança Francesa, Fatec-SP, FIEB e Mackenzie. Atualmente, dedico-me à internacionalização junto à área de Relações Internacionais da USP, especialidade francês.

 

José Hamilton Maruxo Junior

Professor de Língua Francesa – Universidade Federal de São Paulo

Atualmente, desde 2014, sou professor de Língua Francesa do “recém-criado” curso de Letras da Unifesp. Minha atuação profissional começou bem antes, em 1997, quando concluí a graduação em Letras Francês/Português da FFLCH e me tornei professor de português da então Escola Técnica Federal de São Paulo e de francês do CAVC-Fea-USP. Desde então, mantive as duas frentes de atuação profissional, desenvolvendo trabalhos com as línguas portuguesa e francesa. Durante dez anos fui pesquisador e técnico de projetos educacionais do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), uma ONG que atua junto a diversos órgãos públicos e privados, secretarias municipais e estaduais de educação, e desenvolve projetos de educação e cultura, como a Olimpíada de Língua Portuguesa. Também fui professor de escolas e faculdades privadas. Nesse período, publiquei algumas obras voltadas para o ensino de língua portuguesa, para a editora Ática. A formação em francês, com graduação, mestrado e doutorado na área de língua francesa, foi essencial a essa trajetória profissional, mesmo nos trabalhos não envolvendo diretamente a língua francesa, porque me permitiu ter acesso às pesquisas de ponta na área de linguistica e didática do ensino das línguas que, de outro modo, não teria sido possível.

 

Carolina Messias

Coordenadora de EAD – Editora Oficina de Textos

Coach Profissional

A formação em Letras (português e francês) e o mestrado em Literatura Francesa contribuiu para ampliar minha visão crítica e possibilidades de atuação profissional. Apaixonada por pesquisa e literatura, percebi que essa habilidade e esse conhecimento representavam grande diferencial tanto na academia quanto no mercado de trabalho. Utilizei esse gosto pela pesquisa para me aprofundar e aprender novos conhecimentos. A literatura foi essencial para refletir sobre as potencialidades da linguagem e comunicação, além de entender as relações humanas e gerar empatia. A citação "a língua é a substância da literatura e a literatura é o próprio homem" foi o mote de minha jornada profissional desde me formei.
Hoje atuo como coordenadora de  Ensino a Distância e como Coach profissional e de iniciativas para educação. Acredito que o conhecimento ao qual as pessoas se dedicam em suas vidas é o caminho que elas traçam para o autoconhecimento.

 

Simone Dantas

Professora de Língua Francesa – Universidade Federal de Viçosa

Ingressei no curso de Letras da USP em 2002, aos 17 anos, e, em 2003, comecei a habilitação em Francês, que cursei em paralelo à habilitação em Português. O currículo abrangente que encontrei no curso ampliou minha visão de mundo, me deu a oportunidade de conhecer sobre culturas distantes e suas literaturas, estudar textos fundamentais de diversas disciplinas do campo das humanidades e aprender a língua francesa. Ao final do curso, quando fui monitora na extensão universitária, encontrei uma grande paixão: ensinar francês. Nos Cursos Extracurriculares de Francês, conheci colegas motivados, alguns dos quais se tornaram grandes amigos, e contei com o apoio de uma coordenação pedagógica preocupada com a nossa formação e com a expansão dos saberes produzidos em nosso curso para além dos muros da Universidade. Acredito que os cursos, palestras e oficinas para professores que ministrei no contexto da extensão universitária foram cruciais para minha formação, pois, ao lado do conhecimento teórico que recebi nos bancos da Universidade, a experiência prática em sala de aula e o contato com professores de francês de contextos muito variados me trouxeram uma melhor compreensão dos desafios de minha profissão, que hoje também se encontram no centro de minhas preocupações científicas.

 

Grace Alves da Paixão

Professora de Língua e literatura francesa – Universidade Federal do Espírito Santo

Cursei o Bacharelado e a Licenciatura em Letras na USP nas habilitações Português e Francês. Nos anos finais da graduação, desenvolvi uma pesquisa de Iniciação Científica sob a orientação da Prof.ª Dr.a. Gloria Carneiro do Amaral, o que me encorajou a realizar pesquisa de Mestrado na área de Poesia Francesa e, posteriormente, no Doutorado, a enveredar pelas relações literárias entre França e Brasil. Antes de concluir a pesquisa, fui admitida em concurso público para trabalhar como professora de Língua e Literatura Francesa na Universidade Federal do Espírito Santo, cargo que ocupo atualmente. A USP foi responsável pela minha formação como professora e pesquisadora. Nessa instituição aprendi o valor de uma educação pública, gratuita e de qualidade.​

Monica Gama

Professora de Teoria da Literatura – Universidade Federal de Ouro Preto

Cursei a dupla habilitação português-francês, o mestrado em Língua e Literatura Francesa e o Doutorado em Literatura Brasileira. A dissertação recebeu o nome de Sobre o que não deveu caber – diferença e repetição na produção e recepção de Tutaméia. Pode causar estranheza o fato de uma dissertação sobre Guimarães Rosa ter sido desenvolvida no programa de Literatura Francesa, mas a escolha se justifica pelo diálogo com a linha de pesquisa sobre crítica genética (estudo do processo de criação literária), combinada com as reflexões sobre a teoria do efeito estético, ambas desenvolvidas pela minha orientadora. Ainda que a escolha pelo francês na graduação tenha se dado em razão da literatura francesa (posteriormente, a literatura francófona foi uma das mais belas descobertas na Universidade), eu sabia que a continuidade de meus estudos estava na relação desse repertório com a literatura brasileira, interessando-me muito também pela teoria literária de matriz francesa, algo que se concretizou em 2015, quando me tornei docente de Teoria da Literatura da Universidade Federal de Ouro Preto.

Sandra A. de Souza

Área de responsabilidade social e gestão cultural da Nestlé Brasil Ltda.

O mercado de trabalho tem sofrido mudanças profundas nos últimos anos, mas boa formação, criatividade, profissionalismo e comprometimento continuam a ser qualidades valorizadas em profissionais de todos os níveis, nas mais diferentes carreiras, novas ou tradicionais.
Quando iniciei minha jornada no mercado de trabalho, isto há quase 30 anos, a excelente base que recebi na FFLCH foi fundamental, juntamente com sua grande reputação.
Minha primeira posição foi como professora de línguas em escolas privadas. Logo depois faria minha entrada no mundo corporativo, primeiramente como tradutora e revisora, depois como assistente executiva, tendo trabalhado em empresas americanas, belgas e francesas, até que, há cerca de 23 anos, ingressei numa renomada multinacional suíça, na qual hoje trabalho na área de responsabilidade social e gestão cultural. Em cada oportunidade de mudança que surgiu, o domínio do francês foi decisivo no momento de me destacar. Num mundo globalizado e com exigências crescentes, não se trata apenas de conhecer mais uma língua estrangeira e sim trazer uma bagagem multicultural.